OUTROS ANIMAIS
PEIXES OSSEOS

- A classe Osteichthyes (grego Osteo, ossos + Ichthys, peixe) é também chamada de Teleostomi. Diferem-se dos cartilaginosos por possuírem esqueleto ósseo e terem normalmente bexiga natatória, localizada no centro de gravidade do animal.
- Na água doce temos como perigoso a Piranha, que nada em cardumes e quando atacam costumam fazer tremendos estragos, e o Poraquê - Peixe Elétrico que atinge até 2,4 metros e dá descargas elétricas que podem levar o mergulhador ao desmaio.
- No mar os que interessam são: Moréia, Mangangá, Peixe Leão e Barracuda. Há muitos peixes chamados de venenosos pelos pescadores só que, só o são se forem ingeridos, não representam risco algum se forem encontrados durante o mergulho.
IDENTIFICAÇÃO
Superclasse - Peixes
Classe - Osteichthyes (Ósseos)
Subclasse - Actinopterygii
Ordem - Cypriniformes (Ostariophysi)
Família - Characinidae / Gênero - Serrasalmus (PIRANHA)
Família - Electrophoridae (PORAQUÊ)
Ordem - Anguilliformes (Apodes) (MORÉIA)
Ordem - Perciformes (Scleroparei e Percesoces)
Família - Scorpaenidae / Gênero - Scorpaena (MANGANGÁ) / Gêneros - Pterois e Dendrochirus (PEIXE LEÃO)
Família - Sphyraenidae (BARRACUDA)
Ordem - Gasterosteiformes (Solenichthys)
Família - Syngnathidae / Gênero - Hippocampus (CAVALO MARINHO)
Ordem - Echeniformes (Discocephali)
Família - Echeneidae (RÊMORA)

MORÉIA
- Peixe Apode (sem pé) é parecido com uma cobra, sendo por isso chamado de serpente ou mais comumente enguia do mar. Normalmente não possui escamas, tendo uma única nadadeira (as nadadeiras de fundiram) que contorna quase todo o corpo. Mede em geral de 1 a 3 metros. Nada ondulando o corpo como uma serpente e vive entocada em frestas ou buracos, só com a cabeça para fora. De hábitos noturnos, pode ser as vezes encontrada de dia, alimentando-se basicamente de pequenos peixes, polvos e crustáceos.
- Sua aparência agressiva se deve por ela ficar com a boca aberta. Esta não é uma atitude intimidatória e sim uma necessidade, é o único jeito que possui para fazer passar água pelas guelras suprindo seu corpo do vital oxigênio. Apesar de muito temida não há risco dela sair da toca atrás de um mergulhador para mordê-lo. O risco é o mergulhador enfiar a mão dentro da toca e receber uma mordida, os dentes da moréia são finos e penetrantes. Alguns estudiosos acreditam que alguns dentes possuem veneno provocando além de graves ferimentos, infecções. Outros já acreditam que a infecção é resultante da comida em decomposição nos dentes. Outro grande risco é alimentá-la e, numa distração, ter os dedos ou a mão mordida.
- No caso de uma mordida com ferimento profundo é necessário estancar o sangue através de torniquete ou compressa, normalmente não há comprometimento de vasos sanguíneos de grande calibre. Tomar analgésicos e líquidos, preferencialmente soro, se tiver muita perda de sangue.
MORÉIA VERDE
- Comum de 1 a 2 metros, pode atingir até 3 metros ou mais e pesar 15 kg. É a maior das Moréias sendo que sua cor varia do verde brilhante ao marrom esverdeado. Apesar do tamanho é mais dócil, sendo muito explorada em fotos e filmes.
CARAMURUM
- Muito comum nos mares tropicais e subtropicais, mede 1 a 1,5 metros podendo atingir até 3 metros. É a que mais encontramos pois é comum no nosso litoral. Possui manchas e retículos escuros por todo o corpo.
PINTADA
- De 50 a 60 cm pode atingir 1 metro. Ao contrario da Caramurum, possui a pele escura com pontos brancos. É difícil de ser encontrada.
CONGRO
- De 1 a 2 metros. Podem atingir 3 metros com peso de 60 a 80 Kg. Possui o corpo cilíndrico e o maxilar superior mais longo que o inferior. Sua barbatana dorsal começa bem próxima das peitorais. É a mais difícil de ser vista, pois vive em profundidades maiores.
MUÇUM
- São as menores moréias, geralmente com 50 cm e no máximo com 1,3 metros. São finas e ficam coleando entre as pedras e corais como uma serpente. Temos a Muçum do mar e a Muçum pintado, ambas realmente parecidas com cobras. Devido a pequena boca do muçum, sua mordida não nos preocupa.
IDENTIFICAÇÃO
Ordem - Anguilliformes (Apodes)
Família Muraenidae (VERDE, PINTADA, CARAMURUM)
Família Congridae (CONGRO)
Família Ophichthyidae (MUÇUM)

MANGANGÁ
- Pertencente a família Scorpaenidae, este mestre em camuflagem também é conhecido por Peixe Pedra, Camaleão do Mar, Peixe Escorpião e Ninquim de Pedra, além de outros nomes. Mede em torno de 20 a 30 cm, no máximo 60 cm, e fica parado imóvel sobre o fundo entre pedras, areia, algas ou corais. Com sua camuflagem mimetizar-se com o fundo como o peixe linguado, passando desapercebido. Fica a espera para, em um bote, abocanhar e engolir a presa. É parecido com uma pequena Garoupa mas possui, principalmente na cabeça, muitos espinhos com uma forte toxina que podem provocar além da inflamação, uma reação alérgica. Este peixeo não possui bexiga natatória.
- Durante o mergulho devemos estar sempre atentos para onde nos apoiamos. Apesar de comum não é grande causador de acidentes. A espécie típica de nosso litoral é a Scorpaena brasiliensis.
- No caso de intoxicação deve-se lavar o local com água quente várias vezes ao dia. Tomar anti-histamínico (anti-alérgico), analgésicos e procurar socorro médico.
IDENTIFICAÇÃO
Ordem - Perciformes (Scleroparei)
Família - Scorpaenidae / Gênero - Scorpaena (MANGANGÁ)

Peixe LEÃO

- Outro espécime da família Scorpaenidae, o peixe Leão também é conhecido por peixe Turco, peixe Dragão e peixe Pavão. Qualquer espécie dos Gêneros Pterois e Dendrochirus recebem esta denominação, sendo que os Pterois são mais conhecidos e procurados por aquariofilistas por serem mais vistosos.
- Como o Mangangá, é capaz de se mimetizar modificando suas cores para ficar camuflado. Habita normalmente águas rasas. Fica perto do fundo ou do costão, imóvel, esperando a presa passar perto para dar um bote. Alimenta-se de crustáceos e peixes, sendo comum encontrá-lo aos pares. Medindo de 10 a 35 centímetros, possui longos raios nas nadadeiras pélvicas, dorsais e anais que injetam uma poderosa neurotoxina. Esta toxina, apesar de ser mais forte que a das cobras terrestres, está distribuída pelos raios das nadadeiras, não descarregando todo o seu poderio tóxico em um ser humano no caso deste se espetar.
- É habitante do oceano Indo-Pacífico, em águas tropicais, não se encontrando nenhuma espécie no Brasil.
- No caso de intoxicação mesmo procedimento do Mangangá.
IDENTIFICAÇÃO
Ordem - Perciformes (Scleroparei)
Família - Scorpaenidae / Gêneros - Pterois e Dendrochirus (Peixe LEÃO)

BARRACUDA
- A Barracuda é o maior representante da família Sphyraenidae. Também chamada de Bicuda ou Lúcio Marinho, este peixe mede de 1 a 1,5 metro podendo atingir até 3 metros com mais de 50 kg de peso. Tem o corpo alongado, fusiforme, coberto com pequenas escamas e cabeça pontuda com uma boca grande em relação ao corpo. A boca, cortada horizontalmente, é guarnecida de dentes cônicos, pontudos e bem desenvolvidos, além de ter algumas presas anteriores hipertrofiadas, semelhantes a caninos, conferindo ao animal um aspecto agressivo. A mandíbula é maior que o maxilar superior. Possui a nadadeira caudal forquilhada e uma coloração prateada dos lados, com o dorso escuro e o ventre claro.
- Tem a carne saborosa, apesar de já ter sido relatado casos de envenenamento pela sua ingestão. Este envenenamento, chamado de "Ciguatera", se dá devido aos peixes herbívoros que ele se alimenta, que por sua vez alimentam-se de determinadas espécies de algas bentônicas que possuem toxina. Como a toxina é cumulativa, ela passa pela cadeia alimentar até chegar ao último consumidor, no caso o homem, que fica intoxicado.
- Grande predador, é facilmente encontrado em águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Quando jovem costuma nadar em cardumes em águas costeiras de baixa profundidade e, na idade adulta é solitário frequentando ilhas oceânicas e parcéis. É extremamente ágil e veloz.
- Não tem a fama do tubarão mais mesmo assim é muito temido, com certeza com um exagero infundado. O risco de ataque é maior para nadadores e caçadores submarinos, os primeiros por estarem muitas vezes em águas de pouca visibilidade, agitando-se. A Barracuda, como ocorre com o tubarão, confunde-se e morde achando se tratar de um peixe. No caso de caçadores, o sangue dos peixes arpoados estimula o ataque. Para o mergulhador autônomo o risco de uma mordida é mínimo. Se o peixe não for molestado não há razão para ele atacar. Ocorre as vezes dele acompanhar mergulhadores por curiosidade, não chegando em momento algum a demonstrar sinal de ataque.
- É um animal de aspecto poderoso, feroz, que deve ser respeitado e admirado.
- No caso de mordida, estancar com sangramento com torniquete ou compressa, tomar analgésico e anti-histamínico (anti-alérgico), beber líquidos, preferencialmente soro, e procurar socorro médico.
IDENTIFICAÇÃO
Ordem - Perciformes (Percesoces)
Família - Sphyraenidae (BARRACUDA)

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